The Hunt For Gollum é um filme inteiramente feito pelos fãs do mestre J. R. R. Tolkien contando a busca de Aragorn por Gollum. Infelizmente não tive tempo de conferir, mas ele já está disponível em HD e com legendas em português, bastando acessar o menu para habilitar essa opção. Para assistir essa interessante produção de apenas 40 minutos, basta acessar esse link.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
Princesa Mononoke
Com uma produção que custou US$20 milhões, sendo uma das mais caras da história do cinema, um faturamento de US$150 milhões, uma história que comoveu o Japão e uma lenda das animações por trás de toda essa grandiosidade, Princesa Mononoke é considerada a obra suprema do diretor e ilustrador Hayao Miyazaki, conhecido pela produção e direção de uma vasta coleção de filmes japoneses, pela criação do Estúdio Ghibli e principalmente pela originalidade de seus trabalhos. Sua fama ainda concentra-se em seu país natal, mas aos poucos Miyazaki vem conquistando o público ocidental; provas disso são as premiações que o longa-metragem A Viagem Chihiro recebeu graças a distribuição realizada pela Disney. Estreando nos cinemas em 1997, Princesa Mononoke foi mais um filme em que Hayao utilizou a idéia da preservação do meio ambiente como fundo de uma história épica. Devido a sua bilheteria extraordinária, a tradução do filme para o inglês foi feita pelo escritor e roteirista Neil Gaiman, sendo chamados para a dublagem o cineasta Billy Bob Thornton e a atriz Claire Danes. Há uma lenda de que o filme deveria ter sido exibido nos cinemas brasileiros, porém sua exibição foi cancelada de última hora!
O filme chamou bastante a atenção por possivelmente ser uma continuação ou possuir algum laço com a animação Nausicaä do Vale do Vento, de 1984. Miyazaki já havia afirmado que o final de Nausicaä não o agradou muito, por isso continuou escrevendo e desenhando o mangá a fim de chegar a um final mais desejado. Seria possível então que Princesa Mononoke fosse um futuro do mundo de Nausicaä, um futuro possivelmente resolvido! Como já tinha dito, ambos também abordam de modo indireto as questões ecológicas, desenvolvendo na narrativa uma ligação espiritual entre o homem e a natureza.
A história começa no Japão, mais especificamente na Era Muromachi. Uma vila afastada da civilização repentinamente se torna alvo da investida furiosa de um deus-javali possuído por um demônio (tatari gami ou "deus da maldição") e é papel do príncipe Ashitaka deter a criatura e impedir que o vilarejo de Emishi seja destruído. Montado em sua corça, o príncipe trava uma batalha feroz com o monstro e acaba por derrotá-lo, mas não antes de ser ferido. A cicatriz deixada pelo deus da floresta acabaria por matar o jovem em pouco tempo, o único meio de se livrar dessa maldição seria buscar a origem do estranho objeto metalizado encontrado nos restos do javali morto. Novos horizontes vão surgindo à medida que Ashitaka se aprofunda em sua busca, até que por fim chega em uma comunidade que vive da extração e fundição de metais. A líder, Lady Eboshi, é famosa por contratar leprosos, ex-prostitutas e outros desagregados sociais, algo que trouxe o respeito mútuo de todos seus subordinados, porém também trouxe a inimizade dos samurais das proximidades e principalmente dos deuses que habitam a floresta que envolve a cidadela. A tão falada princesa Mononoke do título é mais uma que compartilha o ódio pela Lady Eboshi. Criada pelos deuses da floresta desde criança, Mononoke acredita não ser uma humana, mas sim uma deusa.
A atitude e a coragem da princesa acabam cativando Ashitaka, que vê o embate entre os deuses e os humanos uma perda de tempo, sendo que ambos poderiam coexistir em completa paz. Não existe um lado certo ou errado na história: os homens buscam sua sobrevivência explorando os recursos materiais provenientes da floresta, enquanto os deuses querem protegê-la para viverem sem serem incomodados. A trama se torna mais intensa quando há a batalha frenética e suicida entre os javalis e os humanos, completada pela caça ao deus da vida e da morte Shishigami.
Princesa Mononoke é um filme que do início ao fim mostra o motivo do seu bom recebimento pelo público japonês e ocidental. A história envolvente e com momentos trágicos acaba concluindo que só um equilíbrio entre oposições pode resultar em algo lucrativo ao mundo. Espero que tenham gostado, até a próxima!
O filme chamou bastante a atenção por possivelmente ser uma continuação ou possuir algum laço com a animação Nausicaä do Vale do Vento, de 1984. Miyazaki já havia afirmado que o final de Nausicaä não o agradou muito, por isso continuou escrevendo e desenhando o mangá a fim de chegar a um final mais desejado. Seria possível então que Princesa Mononoke fosse um futuro do mundo de Nausicaä, um futuro possivelmente resolvido! Como já tinha dito, ambos também abordam de modo indireto as questões ecológicas, desenvolvendo na narrativa uma ligação espiritual entre o homem e a natureza.
A história começa no Japão, mais especificamente na Era Muromachi. Uma vila afastada da civilização repentinamente se torna alvo da investida furiosa de um deus-javali possuído por um demônio (tatari gami ou "deus da maldição") e é papel do príncipe Ashitaka deter a criatura e impedir que o vilarejo de Emishi seja destruído. Montado em sua corça, o príncipe trava uma batalha feroz com o monstro e acaba por derrotá-lo, mas não antes de ser ferido. A cicatriz deixada pelo deus da floresta acabaria por matar o jovem em pouco tempo, o único meio de se livrar dessa maldição seria buscar a origem do estranho objeto metalizado encontrado nos restos do javali morto. Novos horizontes vão surgindo à medida que Ashitaka se aprofunda em sua busca, até que por fim chega em uma comunidade que vive da extração e fundição de metais. A líder, Lady Eboshi, é famosa por contratar leprosos, ex-prostitutas e outros desagregados sociais, algo que trouxe o respeito mútuo de todos seus subordinados, porém também trouxe a inimizade dos samurais das proximidades e principalmente dos deuses que habitam a floresta que envolve a cidadela. A tão falada princesa Mononoke do título é mais uma que compartilha o ódio pela Lady Eboshi. Criada pelos deuses da floresta desde criança, Mononoke acredita não ser uma humana, mas sim uma deusa.
A atitude e a coragem da princesa acabam cativando Ashitaka, que vê o embate entre os deuses e os humanos uma perda de tempo, sendo que ambos poderiam coexistir em completa paz. Não existe um lado certo ou errado na história: os homens buscam sua sobrevivência explorando os recursos materiais provenientes da floresta, enquanto os deuses querem protegê-la para viverem sem serem incomodados. A trama se torna mais intensa quando há a batalha frenética e suicida entre os javalis e os humanos, completada pela caça ao deus da vida e da morte Shishigami.
Princesa Mononoke é um filme que do início ao fim mostra o motivo do seu bom recebimento pelo público japonês e ocidental. A história envolvente e com momentos trágicos acaba concluindo que só um equilíbrio entre oposições pode resultar em algo lucrativo ao mundo. Espero que tenham gostado, até a próxima!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Nausicaä do Vale do Vento
Sentiram saudades? Espero que sim, pois fiquei praticamente um mês sem qualquer contato com o meio virtual; motivo disso já foi explicado no final do último artigo. Esse meio tempo teve seus bons momentos: li algumas obras de ficção científica, descobri que Dostoiévski é enorme e que O Pequeno Príncipe é uma obra maravilhosa, também pude ler Nausicaä e comprar um belo cacto que já está acomodado na estante do computador. Hoje decidi falar sobre mais essa obra de arte que surgiu da mente brilhante de Hayao Miyazaki, famoso por O Castelo Animado e A Viagem de Chihiro.
Nausicaä do Vale do Vento surgiu da fascinação de Hayao Miyazaki pela personagem de mesmo nome que aparece no livro Odisséia. Nausicaä era uma princesa bonita e sonhadora, moradora da ilha de Feácia, gostava de tocar harpa e tinha uma decidida paixão pela natureza. Ela salvou Odisseu quando este apareceu ensanguentado na praia. Pressionado pelos pais de Nausicaä, Odisseu partiu sem demora, o que acarretou na tristeza da bela princesa. Ainda de acordo com a lenda, Nausicaä não se deu o luxo de casar-se, tornando-se então a primeira mulher menestrel, espalhando assim as histórias das aventuras de Odisseu.
Hayao comparava frequentemente essa heroína, pouco destacada dentro do próprio livro Odisséia, com uma princesa das fábulas japonesas. Essa princesa, vinda de uma família aristocrática, era tratada como esquisita por seus hábitos excêntricos. Possuía sobrancelhas escuras e dentes brancos, coisas incomuns até então, e, apesar de sua idade, se divertia brincando nos campos e observando a magia da natureza; sendo os insetos alvos de sua maior admiração. Infelizmente, aponta Miyazaki, diferente de Nausicaä, a "princesa que adorava insetos" nunca teve um Odisseu naufragando em suas praias. Toda essa mescla de sentimentos tornou Nausicaä, personagem de Hayao, uma garota sensível, forte e corajosa; a típica personagem que prende o leitor em poucas falas e ações, criando assim maior afeição pela obra!
A história se passa mil anos após a Guerra dos Setes Fogos; momento em que metrópoles inteiras decaíram pela alta quantidade de substâncias tóxicas que elas mesmas produziram. O mundo moderno, as indústrias e a tecnologia avançada foram engolidas pelo tempo e perdidas no esquecimento. A maior ameaça presente nesse mundo é a contínua expansão do Mar Podre, uma floresta que contém plantas que emitem um gás nocivo as formas de vida comuns, com exceção dos insetos. Não se sabe como surgiu o Mar Podre e como evitar que este devaste o pouco que sobrou do mundo. Nausicaä, princesa do pequeno reino do Vale do Vento, busca compreender a origem e a função da floresta, enquanto se vê representante do seu povo, já que seu pai foi infectado pelo veneno. O ambiente hostil em que se passa a trama contribui para quebrar conceitos de bem ou mal, já que todos estão em uma batalha de sobrevivência.
Ainda não tive a oportunidade de ver a animação, apenas li os quadrinhos. Não há muita diferença entre ambos, já que Hayao conseguiu compactar a história de modo espetacular; ele mesmo prefere a animação, que está mais direta e dinâmica. Fica aqui a dica: leiam o trabalho original (encontrado facilmente em bancas, revistarias ou livrarias, já que foi relançado) ou assistam a animação que é considerada por alguns fãs como a maior criação de Miyazaki!
Espero que tenha gostado e fiquem de olho que logo será o aniversário do Falando de Fantasia. Até a próxima!
Nausicaä do Vale do Vento surgiu da fascinação de Hayao Miyazaki pela personagem de mesmo nome que aparece no livro Odisséia. Nausicaä era uma princesa bonita e sonhadora, moradora da ilha de Feácia, gostava de tocar harpa e tinha uma decidida paixão pela natureza. Ela salvou Odisseu quando este apareceu ensanguentado na praia. Pressionado pelos pais de Nausicaä, Odisseu partiu sem demora, o que acarretou na tristeza da bela princesa. Ainda de acordo com a lenda, Nausicaä não se deu o luxo de casar-se, tornando-se então a primeira mulher menestrel, espalhando assim as histórias das aventuras de Odisseu.
Hayao comparava frequentemente essa heroína, pouco destacada dentro do próprio livro Odisséia, com uma princesa das fábulas japonesas. Essa princesa, vinda de uma família aristocrática, era tratada como esquisita por seus hábitos excêntricos. Possuía sobrancelhas escuras e dentes brancos, coisas incomuns até então, e, apesar de sua idade, se divertia brincando nos campos e observando a magia da natureza; sendo os insetos alvos de sua maior admiração. Infelizmente, aponta Miyazaki, diferente de Nausicaä, a "princesa que adorava insetos" nunca teve um Odisseu naufragando em suas praias. Toda essa mescla de sentimentos tornou Nausicaä, personagem de Hayao, uma garota sensível, forte e corajosa; a típica personagem que prende o leitor em poucas falas e ações, criando assim maior afeição pela obra!
A história se passa mil anos após a Guerra dos Setes Fogos; momento em que metrópoles inteiras decaíram pela alta quantidade de substâncias tóxicas que elas mesmas produziram. O mundo moderno, as indústrias e a tecnologia avançada foram engolidas pelo tempo e perdidas no esquecimento. A maior ameaça presente nesse mundo é a contínua expansão do Mar Podre, uma floresta que contém plantas que emitem um gás nocivo as formas de vida comuns, com exceção dos insetos. Não se sabe como surgiu o Mar Podre e como evitar que este devaste o pouco que sobrou do mundo. Nausicaä, princesa do pequeno reino do Vale do Vento, busca compreender a origem e a função da floresta, enquanto se vê representante do seu povo, já que seu pai foi infectado pelo veneno. O ambiente hostil em que se passa a trama contribui para quebrar conceitos de bem ou mal, já que todos estão em uma batalha de sobrevivência.
Ainda não tive a oportunidade de ver a animação, apenas li os quadrinhos. Não há muita diferença entre ambos, já que Hayao conseguiu compactar a história de modo espetacular; ele mesmo prefere a animação, que está mais direta e dinâmica. Fica aqui a dica: leiam o trabalho original (encontrado facilmente em bancas, revistarias ou livrarias, já que foi relançado) ou assistam a animação que é considerada por alguns fãs como a maior criação de Miyazaki!
Espero que tenha gostado e fiquem de olho que logo será o aniversário do Falando de Fantasia. Até a próxima!
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Tyger e algo sobre cinema nacional de fantasia
Seria esse artigo sobre uma lenda? Bom, sei que o mito do cinema brasileiro dentro do gênero de fantasia pode ser mais cabeludo que muitas coisas que já vimos por aqui. Um colega da Escritores de Fantasia comentou a falta que é a ficção de gênero dentro do cinema brasileiro, nem ao menos existindo adaptações corriqueiras. Muitos argumentam que o cinema nacional é repleto de filmes sobre criminalidade, violência, uma comédia romântica aqui e milhares de filmes da Xuxa e do Didi lá. Tudo bem, isso não deixa de ser uma verdade, mas é claro, devemos saudar a qualidade de certos filmes, como Cidade de Deus ou Cama de Gato. A culpa da pouca exploração de outros ramos no cinema pode dever-se ao baixo orçamento em que estamos restritos no Brasil, sem contar que nossa tecnologia em produção de efeitos especiais, indispensáveis em certos casos ( já imaginou O Senhor dos Anéis sem eles?), é muita fraca. Se quiser comprovar com os próprios olhos, basta dar uma olhada nesse trecho da novela de ficção científica Caminhos do Coração (hahaha, apelo mesmo).
Não sou especialista em cinema, estou longe disso, entretanto sei as dimensões que nosso cinema pode atingir em determinados ramos e sei também seus pontos fracos, no caso produções que exigem grande orçamento. Todavia, é claro, para tudo há uma saída. Como já disseram para mim, deixem os americanos com seus filmes repetitivos recheados de efeitos e fiquemos com a criatividade dos filmes franceses, italianos, brasileiros, entre muitos outros. Às vezes é mais interessante ter uma saída bem sucedida com uma produção mais artesanal, uma fotografia mais elaborada e um filme, pelo seu todo, com uma idéia mais visionária. Apesar de não serem filmes, as mini-séries Hoje é Dia de Maria e Pedra do Reino estiveram aí para mostrar como é eficaz ter na estrutura de uma filmagem bons profissionais; o mundo fantástico criado em ambos, com a utilização de bonecos, paisagens extravagantes, situações que remetem à nossa cultura, a ligação com o folclore tupiniquim, mostra que é possível mexer com o imaginário de qualquer pessoa, sem usar tantos meios gráficos para tal.
Seguindo recomendações do caro André Vianco, pude assistir um curta-metragem chamado Tyger (filme tão brilhante que me obrigou a fazer esse texto). Dirigido por Guilherme Marcondes, o curta, que é baseado no poema The Tyger de William Blake, fez considerável sucesso não só por aqui, como no exterior também. Reparem que na produção do filme é facilmente reconhecível aquele estilo brasileiro de fazer arte! Já o outro vídeo se trata do trailer do filme A Última Partida, baseado em conto de André Vianco e dirigido pelo mesmo. É excitante ver como ainda há pessoas que acreditam nessa vertente. Para os mais interessados, a Fantasticon desse ano contará com uma palestra sobre curtas e longas de ficção científica, terror e fantasia, o intuito é incentivar a criação de filmes do gênero a partir de uma iniciativa independente; bom, mas isso é outra história. Fiquem agora com os dois vídeos, qualquer sugestão ou reclamação é só comentar, até a próxima!
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segunda-feira, 26 de maio de 2008
Alice no País das Maravilhas
Alice no País das Maravilhas, um clássico que há mais de cem anos vem encantando pais e filhos no mundo todo e que ao contrário do que muitos dizem, foi uma obra direcionada não apenas para os nossos pequeninos. A tão conhecida história que narra as aventuras de Alice através de um mundo mágico e cheio de seres mágicos foi eternizada pelo lindo longa-metragem dos estúdios Disney: filme que fez com que o universo surreal de Lewis Carroll se espalhasse pelos quatros cantos do mundo, chegando até mesmo a ofuscar a ótima obra literária por trás de tudo.
O livro conta a história da pequena e adorável Alice, que enquanto estava no parque cuidando de sua irmã, foi surpreendida por um coelho branco que acaba por cruzar seu caminho. Aparentemente era apenas um coelho normal, porém Alice o ouve dizendo “Ó como estou atrasado! Tenho que correr!”, isso logo após ter verificado as horas em um relógio de bolso, guardando este em sua pelagem. A pequenina, descrente do que viu, segue o misterioso coelho até uma minúscula toca rente a uma árvore. Assim começa uma história magnífica e encantadora. Ao adentrar a toca, Alice perde de vista o apressado coelho e se depara com uma sala com portas de diversos tamanhos, algumas grandes demais e outras pequenas demais. Repentinamente o apressado coelho surge correndo entre uma das portas da sala, na pressa ele acaba deixando cair seu par de luvas brancas. A prestativa Alice tenta devolvê-las, mas o coelho já havia partido. Sem saber o que fazer, Alice começa a fuçar as portas, por fim encontra uma minúscula portinhola que lhe dá a inacreditável vista de um belo jardim.
A garota ficou encantada e resolveu ir até o tal jardim, todavia percebeu que era muito maior do que a portinhola. Olhando ao redor da sala Alice notou uma mesa de vidro com uma pequena fatia de bolo rotulada COMA-ME. Depois de comer o pedaço de bolo, surpreendentemente ela se viu crescendo muito, chegando ao ponto de quase tocar no teto da sala. Nessa altura pôde observar que sobre a mesma mesa havia ainda uma chave. Pelo seu tamanho desta julgou que deveria pertencer a portinhola, entretanto e agora? Alice tinha 3 metros de altura ou mais!
Chateada e amedrontada com todas aquelas maluquices, a menina começa a chorar. Devido ao seu tamanho, suas lágrimas são tão grandes que em minutos cria uma poça de água salgada, ao prestar atenção novamente a mesa, a menina nota que há agora um pequeno frasco com uma etiqueta BEBA-ME. Assim como o bolo misterioso fez com que Alice mudasse de tamanho, o conteúdo do frasco também, mas dessa vez a garotinha encolheu até perceber que estava nadando em meio a poça de suas próprias lágrimas. Para não se afogar, Alice seguiu nadando até a borda da poça, vendo ao longo do trajeto vários animais que ficaram presos em suas lágrimas, como patos, ratos e sapos. Estes, ao saírem do "mar", começam uma louca reunião na qual Alice apenas observa intrigada. Com o fim da reunião, nossa amiguinha é deixada sozinha, desta vez notando que está pequena demais para alcançar a chave que esqueceu sobre a mesa. Quando volta a escutar a voz do apressado coelho, que enfim retorna atrás de seus pertences perdidos, Alice não perde a chance e o segue até sua casa. Chegando lá encontra a casa aberta e se enfia através dos quartos a procura de algo, a menina que ainda estava minúscula acha um novo pedaço de bolo e acaba por comê-lo, dessa vez crescendo tanto que fica entalada na casa do coelho, com o braço para fora da janela e as pernas encolhidas. Isso acaba gerando um grande tumulto na região, assim o coelho branco decide mandar que seus empregados encontrem uma solução. Espantando os empregados do coelho, Alice por ventura volta ao seu tamanho normal, saindo de fininho para que ninguém a visse.
Em sua fuga permitiu que Alice pudesse encontrar figuras mágicas (e lendárias para nós, amantes de fantasia) como a Lagarta, que a instrui sobre os lados do cogumelo que podem fazer com que ela cresça ou diminua, e o famoso Chapeleiro, que por uma briga do tempo, realizava seus chás sem previsão de um fim! Após o estranho encontro com o Chapeleiro, Alice consegue adentrar o lindo jardim, lá ela vê estranhos homens com corpos de cartas de baralho. No momento aqueles homens estavam pintando roseiras brancas de vermelhas. Alice, curiosa, os interroga do motivo que os levou à isso. Os homens explicam que a rainha, amante da cor vermelha, cortava a cabeça de todos que a contrariavam, por isso estavam pintando as roseiras com a sua cor favorita. Nesse momento a tão temida rainha surge e se aproxima deles acompanhada do rei, dos soldados e do próprio coelho branco. A rainha convida Alice para uma partida de críquete, mandando ainda assim que cortassem a cabeça dos homens pintores!
Alice joga a partida de críquete mais maluca de sua vida, pois os arcos eram cartas, que de tempo em tempo saiam dos seus lugares, os tacos eram flamingos preguiçosos e as bolas ouriços que não paravam quietos para que fosse possível acertá-los. Fora isso, qualquer jogador que atrapalhasse a vez da Rainha era simplesmente condenado a perder a cabeça! Entretanto no meio do jogo o Gato sorridente aparece e acaba sendo condenado pelo rei à perder sua cabeça. Porém o carrasco questiona o rei, alegando que não podia decepar uma cabeça que não possui um corpo (o Gato e seus truques). Alice é então encarregada de achar uma solução para essa dúvida, contudo o julgamento que sucederá irá conter mais coisas absurdas e malucas.
Bem pessoal, talvez eu tenha me alongado muito sobre a história da pequena Alice, mas deixarei sem o final, para que os mais interessados em ler ou ver o filme descubram o que acontece adiante. E pra complementar essa loucura toda, deixo aqui também o trailer do mágico e psicodélico longa-metragem da Disney:
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terça-feira, 20 de maio de 2008
O Labirinto do Fauno
O Labirinto do Fauno é mais um filme do diretor Guillermo Del Toro, lançado em 2006. Sendo considerado por muitos cinéfilos como o melhor filme do ano, conseguiu emocionar diversos públicos do mundo, conquistando por fim um Oscar e um Globo de Ouro. Eu sinceramente acho que é pouco para um filme tão maravilhoso e com um roteiro tão original, já que só podemos esperar por adaptações se depender do cinema mainstream americano. A história se passa em 1944, período onde várias linhas fascistas estavam sendo varridas pelos rebeldes republicanos na Espanha, mais especificamente durante a ditadura de Franco. Ofelia é a protagonista da trama, uma jovem amorosa de 10 anos, amante dos livros de contos de fada. Ela perdeu seu pai na guerra, passando então a viver apenas com sua mãe, grávida de seu irmãozinho, e seu padrasto Vidal, um sádico capitão fascista que age em nome de Franco.
Tudo começa quando Ofelia e sua mãe são obrigadas à ir morar na casa onde Vidal e outros soldados mantém um posto de vigilância contra a resistência republicana. A inocente Ofelia transforma o clima assustador da antiga casa no começo de um belo conto fantástico. Guiada por uma fada, que surge em forma de inseto, ela caminha até encontrar um antigo labirinto de pedras, este a leva até um local subterrâneo adornado de estatuetas e desenhos enigmáticos. Lá conhece uma criatura misteriosíssima, de muitos nomes antigos, alguns já até esquecidos. Essa criatura adota por fim o singelo nome: Fauno. Ofelia, amedrontada, ouve a história que o velho Fauno tem a lhe contar sobre seu suposto passado em forma de uma princesa que vivia no mundo subterrâneo; ele ainda acrescenta: Ofelia poderia voltar ao seu reino se completasse três tarefas. Assim para completá-las, Ofelia recebe também um livro em branco com o qual poderá ver a próxima tarefa a ser executada, porém sendo necessário estar só para isso.
O universo que Guillermo Del Toro cria ao longo do filme é sombrio e intenso em peculiaridades. Cada um, ao final do filme, pode estabelecer uma conclusão própria, já que a lacuna que o final deixa é preenchida de acordo com a visão de vida que cada um possui. Eu, por exemplo, sou obrigado a dizer que chorei com o final, hahahahahaha, enquanto minha namorada ficou apenas me zombando! O Labirinto do Fauno é um filme que mexeu mesmo com muita gente, pois ele trata com a devida sensibilidade o mundo de fantasia que somos obrigados a criar como refúgio da realidade cruel e fria. Vidal se tornou, por exemplo, um dos piores e mais cretinos vilões que já vi no cinema! Ele demonstra toda a frieza e desumanidade que cada dia cresce mais no mundo, isso em contraste com frágil Ofelia, que representa todos aqueles que buscam e acreditam em seus sonhos, mesmo sendo oprimidos e injustiçados. A maior sacada do filme é mostrar à quem assiste que até as mais feias criaturas mágicas, como o próprio Fauno, são lindas e amáveis perto dos verdadeiros monstros, como o capitão Vidal. A atmosfera do filme se torna a cada instante mais profunda, recheada de metáforas e influências que tornam a história filosófica, política, inocente e ao mesmo tempo crítica; tudo a ser digerido em diversos níveis de públicos. Eu sinceramente duvido que alguém se atreva a dizer que O Labirinto do Fauno é um filme fraco...
Fazia tempo que não assistia algo tão comovente, por isso essa é a recomendação da semana, do mês, do ano, do milênio, quem sabe? Aproveitem que o filme é encontrado em quase todas as locadoras e não é nem um pouco disputado! Sério galera, acreditem em seus sonhos, pois mesmo que tenham de sacrificar suas vidas por isso no final valerá a pena. Fiquem agora com o trailer do filme, até a próxima!
domingo, 27 de abril de 2008
O Príncipe Caspian
Tenho esperado esse filme desde que terminei de ler os sete livros que compõem a série As Crônicas de Nárnia. Traição, fuga e revolta, tudo isso forma a essência do que se passa em uma das melhores narrativas de toda a série, O Príncipe Caspian. Outro ponto que fortaleceu essa espera foi a bela adaptação cinematográfica realizada pela Disney do livro O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa. Porém, com a demora com que são entregues muitas adaptações de cinema, fiquei bem por fora do desenvolvimento do longa-metragem. Só nesses dias, quando fui intrigado ver quais filmes estavam em cartaz no cinema aqui da cidade, é que vi aquele imenso pôster, no qual apareciam Caspian e os quatro irmãos Pevensie. A partir daí, com algumas pesquisas básicas no Omelete, achei imagens, trailers, prévias de jogos, outros pôsteres, muitas coisas relacionadas ao filme, que já tem data de lançamento: 16 de Maio de 2008!
Muitos intelectuais, ateus na sua maioria, detestam qualquer obra da série d'As Crônicas de Nárnia. Motivo? Oras, bastam as citações cristãs que C. S. Lewis inseriu na narrativa; o que na minha opinião não influencia em nada para um leigo, todavia mesmo se influenciasse, é ainda um ponto de vista do autor, portanto deve ser respeitado.
A trama é a seguinte: a época de paz e harmonia sobre as terras de Nárnia é apenas uma lenda. A dominação por parte dos telmarinos só trouxe a pressão sobre todos os narnianos, que não tinham mais o direito da liberdade e eram obrigados a viver escondidos. Caspian, detentor do direito de sucessão, anseia a antiga Nárnia, onde todos eram livres. Porém é obrigado a fugir quando seu tio Miraz tem um filho homem e, portanto não precisa mais manter seu sobrinho vivo. Caspian é acolhido pelos narnianos fugitivos e passa a ser vistos por eles como o verdadeiro rei de Nárnia. O desejo de rebelião é unamine, mas Caspian precisará da ajuda dos Antigos Reis para libertar seu povo das garras dos telmarinos!
O livro, que foi escrito em 1951, receberá maior destaque agora com a adaptação, e mostrará que C. S. Lewis soube mais do que escrever um livro; soube escrever uma saga na qual podemos extrair lições para a vida. Tocante, não? Fiquem aqui então com o trailer legendado. Assistam o filme e depois, se gostarem, leiam o livro (só não digo para lerem primeiro, pois, com quase toda certeza, acharão a adaptação desprezível e medíocre).
Até a próxima camaradas!
Muitos intelectuais, ateus na sua maioria, detestam qualquer obra da série d'As Crônicas de Nárnia. Motivo? Oras, bastam as citações cristãs que C. S. Lewis inseriu na narrativa; o que na minha opinião não influencia em nada para um leigo, todavia mesmo se influenciasse, é ainda um ponto de vista do autor, portanto deve ser respeitado.
A trama é a seguinte: a época de paz e harmonia sobre as terras de Nárnia é apenas uma lenda. A dominação por parte dos telmarinos só trouxe a pressão sobre todos os narnianos, que não tinham mais o direito da liberdade e eram obrigados a viver escondidos. Caspian, detentor do direito de sucessão, anseia a antiga Nárnia, onde todos eram livres. Porém é obrigado a fugir quando seu tio Miraz tem um filho homem e, portanto não precisa mais manter seu sobrinho vivo. Caspian é acolhido pelos narnianos fugitivos e passa a ser vistos por eles como o verdadeiro rei de Nárnia. O desejo de rebelião é unamine, mas Caspian precisará da ajuda dos Antigos Reis para libertar seu povo das garras dos telmarinos!
O livro, que foi escrito em 1951, receberá maior destaque agora com a adaptação, e mostrará que C. S. Lewis soube mais do que escrever um livro; soube escrever uma saga na qual podemos extrair lições para a vida. Tocante, não? Fiquem aqui então com o trailer legendado. Assistam o filme e depois, se gostarem, leiam o livro (só não digo para lerem primeiro, pois, com quase toda certeza, acharão a adaptação desprezível e medíocre).
Até a próxima camaradas!
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Primeiras impressões d'As Crônicas de Spiderwick
Hohô! Acho que dessa vez cheguei um pouco atrasado... Acredito que esse filme já até esteja saindo de cartaz aqui na minha cidade; apesar que mesmo se não estivesse saindo, teria pena de desembolsar R$12 reais para assistí-lo. Prefiro aguardar o lançamento do DVD ou desenterrar o livro de mesmo nome em alguma biblioteca ou sebo.
Vocês devem estar pensando: "Uai! Mas como é que esse cara vai falar de algo que ao menos leu ou assistiu?". Acalmem-se ogros barrigudos! A verdade é que estou ansioso para ver a obra, assim como fiquei quando surgiram os primeiros pôsters da adaptação do livro A Bússola de Ouro. Já li algumas sinopses, resenhas e críticas quanto ao filme As Crônicas de Spiderwick, e quase todas foram positivas ou no mínimo intrigantes. Por isso é de claro bom senso recomendar esse filme, pois assim aqueles que torciam o nariz ao ver um trailer que soava como uma cópia d'As Crônicas de Nárnia ou mais uma aventura medíocre fantasiosa podem aproveitar esses últimos dias em que o filme estará em cartaz.
Para os leigos, que nem ao menos sabem do que estou falando, recomendo que leiam essa simpática sinopse que até está acompanhada de um trailer. Isso será o suficiente para animá-los, ou não.
O fato é que o filme foi baseado na obra de Holly Black, que foi gentilmente ilustrada por Tony DiTerlizzi. As Crônicas de Spiderwick se dividem em cinco livros, todos feitos de forma a parecerem livros realmente infantis (com detalhes de caligrafia a mão, desenhos feitos pelas páginas). Por se tratar de relacionamentos, a obra tanto pode ser lida por crianças, dos 4 aos 12 anos, quanto por adultos, o que traduz a história numa síntese mais encantadora.
Para quem já assistiu o filme e sentiu náuseas com todo esse meu papo, aqui vai uma crítica pela site Judão, no qual muitos camaradas meus acabaram por achar convincente, e o tópico aberto sobre o filme, na comunidade gloriosa Escritores de Fantasia (sempre de portas abertas à novos escritores e aspirantes).
É isso aí garotada, até a próxima sessão!
Vocês devem estar pensando: "Uai! Mas como é que esse cara vai falar de algo que ao menos leu ou assistiu?". Acalmem-se ogros barrigudos! A verdade é que estou ansioso para ver a obra, assim como fiquei quando surgiram os primeiros pôsters da adaptação do livro A Bússola de Ouro. Já li algumas sinopses, resenhas e críticas quanto ao filme As Crônicas de Spiderwick, e quase todas foram positivas ou no mínimo intrigantes. Por isso é de claro bom senso recomendar esse filme, pois assim aqueles que torciam o nariz ao ver um trailer que soava como uma cópia d'As Crônicas de Nárnia ou mais uma aventura medíocre fantasiosa podem aproveitar esses últimos dias em que o filme estará em cartaz.
Para os leigos, que nem ao menos sabem do que estou falando, recomendo que leiam essa simpática sinopse que até está acompanhada de um trailer. Isso será o suficiente para animá-los, ou não.
O fato é que o filme foi baseado na obra de Holly Black, que foi gentilmente ilustrada por Tony DiTerlizzi. As Crônicas de Spiderwick se dividem em cinco livros, todos feitos de forma a parecerem livros realmente infantis (com detalhes de caligrafia a mão, desenhos feitos pelas páginas). Por se tratar de relacionamentos, a obra tanto pode ser lida por crianças, dos 4 aos 12 anos, quanto por adultos, o que traduz a história numa síntese mais encantadora.
Para quem já assistiu o filme e sentiu náuseas com todo esse meu papo, aqui vai uma crítica pela site Judão, no qual muitos camaradas meus acabaram por achar convincente, e o tópico aberto sobre o filme, na comunidade gloriosa Escritores de Fantasia (sempre de portas abertas à novos escritores e aspirantes).
É isso aí garotada, até a próxima sessão!
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
A Lenda de Beowulf
Uma matéria mais completa sobre o longa pode ser encontrada no site Omelete. Até a próxima!
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
A Viagem de Chihiro
Filmes. Ah sim, os filmes, até exato momento nunca comentei ou postei sobre filmes de fantasia. É um assunto um tanto delicado de ser abordado, mais pelo fato que a maioria desses filmes é mera adaptação de livros, como História Sem Fim, Crônicas de Nárnia e Senhor dos Anéis. Há um tempo atrás assisti uma maravilhosa animação que me fez ter outros olhos diante da cultura oriental, trata-se do longa-metragem A Viagem de Chihiro, dirigido por Hayao Miyazaki; o mesmo diretor que trouxe mais tarde para as telas a adaptação do livro O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones.
O filme começa quando a família Ogino se muda para uma nova cidade. Chihiro, a filha do casal Akio e Yuko, uma menina de 10 anos, ao contrário dos pais, fica muito chateadas, pois não quer deixar seus amigos, sua escola e as lembranças sua infância para trás. Chegando a nova cidade, o pai decide pegar um atalho, o qual leva a família num local sem saída, onde há apenas um imenso prédio vermelho com um túnel que boceja como uma boca gigantesca. Atraídos pela curiosidade, a família Ogino segue caminhando através do misterioso túnel. Mesmo sendo contra a idéia dos pais, Chihiro acompanha-os.
Do outro lado do estranho prédio, os três encontram uma cidade misteriosa e deserta, habitada apenas por estranhas estátuas. Depois de andar alguns passos, Akio e Yuko, encontram um suculento banquete e, com fome, põem logo a devorar tudo. De repente, a noite começa cair e os dois transformam-se em porcos, diante dos olhos apavorados de Chihiro. Sozinha, a pequena menina se vê perdida diante de um mundo repleto de espíritos e seres fantásticos, habitantes de antigas lendas e superstições. Por ventura ela encontra um misterioso jovem chamado Haku. Ele ensina a Chihiro o melhor caminho para se chegar até a bruxa Yubaba, a dona da casa de banhos, a fim de conseguir um emprego.
A feiticeira revela que todos os humanos que entram em seus domínios são transformados em animais, antes de serem devorados, como foi o caso do casal Ogino. Aqueles que não têm o triste destino são obrigados a trabalhar, caso contrário são condenados à morte. Sem alternativa, a menina faz um trato com Yubaba para trabalhar na casa de banhos, renunciando sua vida e passando a se chamar Sen.
É aí que a aventura começa, pois Chihiro precisa encontrar suas lembranças e salvar seus pais, para assim fugir da cidade. E para isso contará com seus novos amigos, incluindo um estranho chamado de Sem Face. A Viagem de Chihiro é um filme para todas as idades, que mostra o significado da amizade e do amor. Portanto procure o filme, pois em qualquer locadora você pode achar. Garanto essa mistura de Alice no País das Maravilhas com cultura oriental te trará uma outra visão do que é fantasia.
O filme começa quando a família Ogino se muda para uma nova cidade. Chihiro, a filha do casal Akio e Yuko, uma menina de 10 anos, ao contrário dos pais, fica muito chateadas, pois não quer deixar seus amigos, sua escola e as lembranças sua infância para trás. Chegando a nova cidade, o pai decide pegar um atalho, o qual leva a família num local sem saída, onde há apenas um imenso prédio vermelho com um túnel que boceja como uma boca gigantesca. Atraídos pela curiosidade, a família Ogino segue caminhando através do misterioso túnel. Mesmo sendo contra a idéia dos pais, Chihiro acompanha-os.
Do outro lado do estranho prédio, os três encontram uma cidade misteriosa e deserta, habitada apenas por estranhas estátuas. Depois de andar alguns passos, Akio e Yuko, encontram um suculento banquete e, com fome, põem logo a devorar tudo. De repente, a noite começa cair e os dois transformam-se em porcos, diante dos olhos apavorados de Chihiro. Sozinha, a pequena menina se vê perdida diante de um mundo repleto de espíritos e seres fantásticos, habitantes de antigas lendas e superstições. Por ventura ela encontra um misterioso jovem chamado Haku. Ele ensina a Chihiro o melhor caminho para se chegar até a bruxa Yubaba, a dona da casa de banhos, a fim de conseguir um emprego.
A feiticeira revela que todos os humanos que entram em seus domínios são transformados em animais, antes de serem devorados, como foi o caso do casal Ogino. Aqueles que não têm o triste destino são obrigados a trabalhar, caso contrário são condenados à morte. Sem alternativa, a menina faz um trato com Yubaba para trabalhar na casa de banhos, renunciando sua vida e passando a se chamar Sen.
É aí que a aventura começa, pois Chihiro precisa encontrar suas lembranças e salvar seus pais, para assim fugir da cidade. E para isso contará com seus novos amigos, incluindo um estranho chamado de Sem Face. A Viagem de Chihiro é um filme para todas as idades, que mostra o significado da amizade e do amor. Portanto procure o filme, pois em qualquer locadora você pode achar. Garanto essa mistura de Alice no País das Maravilhas com cultura oriental te trará uma outra visão do que é fantasia.
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