Mostrando postagens com marcador Quadrinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quadrinhos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lançamento de Balaiada: A Guerra do Maranhão


A guerra da balaiada, que completou 170 anos no ano passado, foi uma das maiores e mais representativas rebeliões registradas no Maranhão, ganhando repercurssão por todo o país. Problemas econômicos e questões políticas deram início à guerra, posteriormente assumida pelas classes mais afetadas: vaqueiros, artesãos, escravos fugitivos, desertores das forças armadas, quilombolas e sertanejos.

Em 1838, o conflito foi iniciado quando Raimundo Gomes, chefiando um grupo de vaqueiros, retirou da cadeia seu irmão e outros homens detidos para prestar o serviço militar. Em seguida juntaram-se aos manifestantes o fabricante de balaios Manuel Francisco dos Anjos e Cosme Bento, um ex-escravo líder de cerca de 3 mil escravos fugidos.Logicamente a revolta não foi tratada com delicadeza pelo governo, sendo enviado o comandante Luis Alves de Lima e Silva, liderando uma tropa de 8 mil homens, para controlar a situação.

É nesse clima de manifestação popular e luta pela melhoria social que o roteirista Iramir Araújo se inspirou para concluir sua obra Balaiada: A Guerra do Maranhão se inspirou para concluir sua obra , com arte de Ronilson Freire e Beto Nicácio. Após diversos atrasos na publicação, finalmente o álbum em quadrinhos será lançado ainda nesse mês. A iniciativa tem como objetiva mostrar novos ângulos sobre o importante acontecimento histórico e despertar o interesse de jovens estudantes.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

NewPop anuncia novo mangá nacional


Foi anunciado pela New Pop Editora, conhecida por publicar títulos como Speed Racer, Dark Metrô e Tarot Café, o lançamento ainda nesse ano de um novo mangá nacional. Com o curioso título de Hansel & Gretel, a publicação contará a história de dois irmãos gêmeos recém-mutilados, após um longo período num cativeiro com uma velha canibal, em busca do pai em uma cidade nada receptiva. Tudo requintado com muitas referências de fantasia, steampunk e terror! No blog oficial você pode obsevar que até o momento o mangá terá a presença de personagens baseados em Alice no País das Maravilhas e O Mágico de Oz.

Com roteiros de Douglas MCT, que além de roteirista é designer gráfico, um dos responsáveis por O Medonho Mundo de Gór e que atualmente trabalha em seu livro Necrópolis, e ilustrações de Ulisses Perez, conhecido pelo seu trabalho na clássica minissérie Combo Rangers, escrita por Fábio Yabu, o projeto já tem conquistado alguns fãs, além de muitos curiosos que desejam ver o desfecho dessa obra que tem a fórmula do sucesso.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Black Hole

Como tem andado meus caros? Espero que bem até então, espero que desculpe a minha demora em relação aos artigos; já recebi vários emails de leitores pedindo maior demanda de textos, mas a minha rotina anda meio apertada e não é sempre que eu visualizo algum assunto para abordar aqui. Por isso mesmo deixo aqui meu pedido de que você, caso tenha alguma idéia ou dúvida, colabore e dê alguma sugestão! O artigo de hoje será novamente sobre quadrinhos, por isso peço perdão aos que apreciam mais os textos sobre criaturas e mitologia. A graphic novel em questão me veio parar nas mãos por acaso, pois um colega da minha faculdade me trouxe de surpresa e até então desconhecia o título e até mesmo o autor! Um pecado para um trabalho tão envolvente.

Black Hole é o mais importante trabalho do quadrinista Charles Burns, famoso por seus desenhos carregados de nanquim e sua participação na revista Raw e com a série El Borbah na revista Heavy Metal. O trabalhado empenhado em Black Hole demorou singelos 10 anos para ser concluído, o que mostra a dedicação e o compromisso do autor com sua obra. Felizmente nesse meio tempo ele pode conquistar vários prêmios, tais quais o Eisner Award de Melhor Álbum, em 2006, e o Harvey Awards. Através de pesquisas cheguei a notícia de que uma adaptação cinematográfica do quadrinho foi anunciada; o roteiro já foi totalmente adaptado por nada mais e nada menos que os gigantes Neil Gaiman e Roger Avary, o que com certeza impulsionará tanto o nome "Black Hole" quanto o do próprio Charles Burns para fora do meio underground; o que eu acho muito bom, já que eu mesmo gostaria de ter tido contato com esse material mais cedo e não repentinamente.

Black Hole, com certas características autobiográficas de Burns, nos conta a história de uma Seattle alternativa dos anos 70, onde um maléfico vírus tem afetado diversos adolescentes, impondo-lhes deformações corporais. Cada infectado possui uma reação diferente, isso varia desde mãos com membranas até transformações medonhas, onde jovens perdem muitas características humanas como a própria fala. Excluídos da sociedade, esses jovens deformados criam um acampamento próximo da cidade; único meio de se isolar do mundo para conseguir um pouco de paz. Seguindo um ritmo melancólico, depressivo e até certo ponto perturbador, Black Hole nos mostra o cotidiano de alguns jovens que transitam entre drogas, sexo e mutações. Podemos tomar como protagonistas os personagens Chris e Keith, dois adolescentes com histórias que, apesar de certas ligações (Keith é apaixonado por Chris, mas ela é apaixonada por Rob, garoto com o qual contraiu o vírus) se passam em diferentes locais e momentos; a narrativa nos leva até o momento dramática em que ambos são infectados.

Com traços diferentes e bem característicos, que bebe muito da mistura do vintage, do LSD e do horror, Charles Burns nos conta toda essa trama simbólica sobre o terror da adolescência e as experiências que nela acumulamos. Talvez faça mais sentido para um adulto no auge de seus 40 anos, todavia é ainda uma tremenda experiência visual e artística; facilmente encaixado dentro da literatura pop. Só lendo para compreender a estranha sensação de ter alguns pontos comuns com os personagens, de já ter passado por aquela situação e já ter tido "aquele" terror psicológico, aquela agonia.

Aproveitem também que os preços dos dois volumes que saíram pela Conrad estão bem amistosos! Caso você esteja duro, pode conferir o primeiro volume no Palhastro; em breve procuro a segunda edição. Espero que tenham gostado, até a próxima!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Watchmen

Posso dizer com facilidade que essa foi a melhor história em quadrinhos que eu já pude ler, até tenho sérias dúvidas se um dia terei em mãos uma graphic novel tão moralmente avassaladora, tão crítica com super-heróis e com a atual sociedade bélica. Acredito que o título não seja desconhecido entre os leitores do Falando de Fantasia, mesmo porque a história está sendo adaptada para o cinema, será lançada no final do primeiro semestre do ano que vem, e já conquistou diversos prêmios, que vão desde os de quadrinhos até os de obras literárias. Watchmen foi considerado um marco nos quadrinhos, já que seu enredo maduro, sua linguagem diferenciada e sua temática social conquistaram o interesse do público adulto, até então afastado do formato dos quadrinhos; a este feito podemos somar a participação de Art Spiegelman, em Maus, e Frank Miller, em O Cavaleiro das Trevas.

Alan Moore, buscando transcender as possibilidades dos quadrinhos, criou uma trama que envolvia histórias obscuras por trás dos super-heróis; esses arquétipos de perfeitos cidadãos também possuiriam problemas éticos e psicológicos, traumas, preconceitos, defeitos, entre outros pontos não observados nas histórias em quadrinhos até o lançamento de Watchmen. Moore ainda usou como pano de fundo uma história alternativa onde os Estados Unidos teriam vencido a Guerra do Vietnã e estariam prestes a entrar em um conflito nuclear com a União Soviética. Um pouco caótico, não? Ainda nem comecei... Após um pequeno incidente em um laboratório nuclear, o cientista Jonathan Osterman é transformado no Dr. Manhattan, uma criatura com poderes que vão desde a manipulação total da matéria até o controle do espaço temporal. Esse acidente fez com que o governo utilizasse, estrategicamente, Osterman como uma peça chave a fim de evitar conflitos e evoluir drasticamente sua tecnologia.

O primeiro obstáculo para Alan Moore e o ilustrador Dave Gibbons, muito importante no desenvolvimento da graphic novel, foi a escolha dos personagens a serem usados. A princípio seriam usados os personagens da MJL Comics (nessa ocasião em negociações com a DC Comics), optaram, porém, por usar os personagens recém comprados da Charlton Comics, todavia essa idéia foi descartada devido ao cuidadoso trabalho que a DC Comics vinha desenvolvendo para inserir esses heróis em seu universo. Dick Giordano, que havia trabalhado na Charlton Comics, sugeriu que Moore e Gibbons começassem a criação do zero, utilizando apenas algumas características de outros super-heróis. Essa reconstrução foi bem interessante para a época, já que tratou de modo subjetivo alguns estereótipos de heróis em evidência; desse mesmo modo podemos explicar a mudança dos trajes que o diretor Zack Snyder inseriu para criticar os “novos” fantasiados que estão invadindo o cinema. Com a resposta para esse problema, faltava então desenvolver a temática em volta da morte de um dos personagens. Os escritos originais preencheriam apenas seis volumes, entretanto as várias tramas menores, que englobam o passado e o presente dos vigilantes, conseguiram fazer com que Watchmen viesse a fechar com doze volumes.

A graphic novel começa quando Edward Blake, conhecido como Comediante, é encontrado misteriosamente morto. Todos encaram o fato como suicídio ou algo insignificante demais para ser melhor averiguado, já que o passado de Blake não era um dos melhores e ele poderia ter diversos inimigos. No entanto há Rorschach, o único vigilante na ativa e o único com capacidade para buscar vestígios do assassino; seja por tortura, invasões ou tendo poucas horas de sono. Sem saber qual será o desfecho do caso, o último vigilante (ou talvez o primeiro dos últimos) se depara com uma conspiração que envolve o desaparecimento de todos os super-heróis. Ao longo da história muitos personagens ganham importância, tais como Coruja, Júpiter, Ozymandias, Moloch e até o dono da banca de jornal!

É necessário ressaltar alguns pontos curiosos dentro da história, como o fato dos Estados Unidos proibirem a existência de heróis fantasiados. Estes foram banidos pela Lei Keene por agirem “acima da lei”, fazendo com que policiais entrassem em greve e cidadãos fossem às ruas para manifestar contra as ações dos vigilantes.

Tudo que mencionei não compreende nem um vigésimo da profundidade de Watchmen. Com um começo instigante e um final de cair o queixo, muitas questões acabam sendo levantadas: afinal, o que é melhor para o homem? Qual a solução para o caos urbano que ruma à antropofagia? Qual o sentido de viver sem se preocupar com o próximo? Espero que leiam, todos os quadrinhos estão disponíveis no fórum F.A.R.R.A. (necessário se registrar). Fiquem agora com o trailer oficial do filme, até mais!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Nausicaä do Vale do Vento

Sentiram saudades? Espero que sim, pois fiquei praticamente um mês sem qualquer contato com o meio virtual; motivo disso já foi explicado no final do último artigo. Esse meio tempo teve seus bons momentos: li algumas obras de ficção científica, descobri que Dostoiévski é enorme e que O Pequeno Príncipe é uma obra maravilhosa, também pude ler Nausicaä e comprar um belo cacto que já está acomodado na estante do computador. Hoje decidi falar sobre mais essa obra de arte que surgiu da mente brilhante de Hayao Miyazaki, famoso por O Castelo Animado e A Viagem de Chihiro.

Nausicaä do Vale do Vento surgiu da fascinação de Hayao Miyazaki pela personagem de mesmo nome que aparece no livro Odisséia. Nausicaä era uma princesa bonita e sonhadora, moradora da ilha de Feácia, gostava de tocar harpa e tinha uma decidida paixão pela natureza. Ela salvou Odisseu quando este apareceu ensanguentado na praia. Pressionado pelos pais de Nausicaä, Odisseu partiu sem demora, o que acarretou na tristeza da bela princesa. Ainda de acordo com a lenda, Nausicaä não se deu o luxo de casar-se, tornando-se então a primeira mulher menestrel, espalhando assim as histórias das aventuras de Odisseu.

Hayao comparava frequentemente essa heroína, pouco destacada dentro do próprio livro Odisséia, com uma princesa das fábulas japonesas. Essa princesa, vinda de uma família aristocrática, era tratada como esquisita por seus hábitos excêntricos. Possuía sobrancelhas escuras e dentes brancos, coisas incomuns até então, e, apesar de sua idade, se divertia brincando nos campos e observando a magia da natureza; sendo os insetos alvos de sua maior admiração. Infelizmente, aponta Miyazaki, diferente de Nausicaä, a "princesa que adorava insetos" nunca teve um Odisseu naufragando em suas praias. Toda essa mescla de sentimentos tornou Nausicaä, personagem de Hayao, uma garota sensível, forte e corajosa; a típica personagem que prende o leitor em poucas falas e ações, criando assim maior afeição pela obra!

A história se passa mil anos após a Guerra dos Setes Fogos; momento em que metrópoles inteiras decaíram pela alta quantidade de substâncias tóxicas que elas mesmas produziram. O mundo moderno, as indústrias e a tecnologia avançada foram engolidas pelo tempo e perdidas no esquecimento. A maior ameaça presente nesse mundo é a contínua expansão do Mar Podre, uma floresta que contém plantas que emitem um gás nocivo as formas de vida comuns, com exceção dos insetos. Não se sabe como surgiu o Mar Podre e como evitar que este devaste o pouco que sobrou do mundo. Nausicaä, princesa do pequeno reino do Vale do Vento, busca compreender a origem e a função da floresta, enquanto se vê representante do seu povo, já que seu pai foi infectado pelo veneno. O ambiente hostil em que se passa a trama contribui para quebrar conceitos de bem ou mal, já que todos estão em uma batalha de sobrevivência.

Ainda não tive a oportunidade de ver a animação, apenas li os quadrinhos. Não há muita diferença entre ambos, já que Hayao conseguiu compactar a história de modo espetacular; ele mesmo prefere a animação, que está mais direta e dinâmica. Fica aqui a dica: leiam o trabalho original (encontrado facilmente em bancas, revistarias ou livrarias, já que foi relançado) ou assistam a animação que é considerada por alguns fãs como a maior criação de Miyazaki!

Espero que tenha gostado e fiquem de olho que logo será o aniversário do Falando de Fantasia. Até a próxima!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Os Livros da Magia

Neil Gaiman! Nunca um escritor me surpreendeu tanto quanto esse homem de cabelos negros e desgrenhados, que só pensa em misticismo, fadas e duendes. Desde seu romance Coraline, tenho mudado muito meu ceonceito sobre como ver o mundo fantástico; talvez o que mais tenha me agradado fora o modo sombrio e sinistro de contar histórias, onde o terror permanece ali, atrás daquele arbusto ou se esgueirando para debaixo da cama.

O que era apenas um namoro, se tornou um noivado após ler a graphic novel Os Livros da Magia, que trata da história de um menino comum que descobriu de um dia para o outro que poderia ser o maior mago do mundo. E as coisas não param por aí, para que ele pudesse decidir por qual caminho trilhar, recebe o auxílio de quatros estranhos guardiões: John Constantine, Dr. Oculto, Mister E e o Vingador Fantasma; detalhe é que alguns destes são velhos conhecidos de amantes de HQs. Esses guardiões, já poderosos magos, guiam o pobre Timothy Hunter através do futuro, do passado, do presente e até em outros planos exóticos, como o Mundo das Fadas. É com o decorrer da história que o mundo da magia vai sendo desvendado e modelado, surgindo tanto elementos bons quanto ruins; na verdade é difícil concluir que esse mundo possa ter mais valor, ou beleza, que o nosso.

Lançada pelo selo Vertigo em 1991, a mini-série é dividida em apenas 4 partes. Cada parte foi ilustrada por um artista diferente: John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson. Todos grandes desenhistas que conseguiram captar a essência do fantástico obscuro apresentado na trama. Segue o link com o download da série:

Fórum Anime AG Network (com download das 4 edições)

Vale lembrar que apenas Os Livros da Magia - Volume 1 é da autoria de Neil Gaiman, sendo os outros de autores e desenhistas diversos, mas é claro que estes não deixam de valer a pena também. Aceitando a sugestão e o argumento de um curioso anônimo, talvez coloque aqui V de Vingança, outro clássico das HQs que de fato não deixa de ser fantástico. Até a próxima!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

300

Impressionante, pela primeira vez neste blog eu postarei algo sobre quadrinhos, uma das minhas paixões. É claro que os que colocarei aqui serão apenas os ligados diretamente a fantasia, portanto nada de Watchmen ou V for Vendetta. Para dar início, nada mais plausível que postar o quadrinho sobre os memoráveis espartanos de Frank Miller, história que na minha opinião só perde para a originalidade de Sin City.

300 conta a história do rei Leônidas, que ao convocar seus trezentos melhores homens, enfrenta a invasão do descomunal exército pérsia, liderado pelo rei Xerxes, dando início a famosa batalha das Termópilas. Com um roteiro bem esquematizado e belíssimos desenhos, Frank Miller consegue prender o fôlego de qualquer leitor, do início ao final. Ainda que a história apresentada nessa graphic novel não retrate exatamente como a ocorrida em 480 a.C., ela vale a pena cada quadrinho.

Abusando de cortes, texturas, silhuetas e expressões de movimento, Miller dá aos combates um tom de ultra violência e ferocidade. O seu trabalho sempre foi muito elogiado quanto ao design arrojado de suas páginas e a força da sua composição. Acaba que o conjunto da página ganha o leitor e não apenas o desenho em si; detalhe que as páginas são duplas, transformando a leitura tradicionalmente vertical em horizontais. Um trabalho audacioso de um escritor mais audacioso ainda. Vale a pena conferir!

Fórum Anime AG Network (com o download das 5 edições)

E antes que me esqueça, é recomendável usar o programa CDisplay para obter uma leitura mais agradável! Aliás, para quem curte Neil Gaiman, em breve vou disponibilizar algo sobre a sua série Os Livros da Magia. Até mais!