domingo, 18 de novembro de 2007

Gilgamesh

Antes da Odisséia de Homero, antes das histórias egípcias, vindo do tempo dos sumérios, veio o quase imortal Gilgamesh, o guerreiro que através de 12 simplórias tabuletas de argila conseguiu vencer as barreiras do tempo e se tornar a primeira história escrita da humanidade. A Epopéia de Gilgamesh foi escrita em sumério cerca de 2.600 a. C. As tabuletas com as inscrições em cuneiforme (escrita desenvolvida pelos habitantes da Mesopotâmia) sobreviveram muitos séculos e foram encontradas entre 669 e 626 a.C. na biblioteca particular de Assurbanipal.

Gilgamesh foi um rei e herói legendário da cidade-estado de Uruk, Mesopotâmia (região onde hoje se encontra o Iraque). De acordo com a lista dos reis sumérios, Gilgamesh foi o quinto rei de Uruk, da primeira Dinastia, filho de Lugalbanda. Diz a lenda que ele era 2/3 deus e 1/3 humano, e por isso era capaz de grandes feitos sobre-humanos. Na história Gilgamesh precisa enfrentar um ser feito à sua réplica, chamado Enkidu. Ele é o deus da vegetação, um humano sem a marca da humanização. Após uma luta de força, tornam-se amigos e viajam enfrentando perigos e vivendo várias aventuras.

O verso da obra é feito em metro único e possui uma forma narrativa. A métrica, de verso heróico, é construída com vocábulos raros e metafóricos; outro detalhe é que não há limite de tempo. A estrutura é composta pelo reconhecimento, as peripécias e as catástrofes, uma típica aventura de grandeza épica. Existem fontes que apontam que Hércules, da mitologia greco-romana, foi baseado nele.

É de clara importância o épico de Gilgamesh, já que foi o primeiro a ser escrito e o que pode dar inspiração até mesmo para as mitologias que se seguiram. Hoje em dia o livro pode ser comprado pela Editora Martins Fontes. Assim como na Matemática é preciso aprender desde as unidades e dezenas, essa epopéia o levará ao mundo da antiguidade e te mostrará o fascinante mundo de deuses que formaram culturalmente diversos povos; grande sacada para escritores que buscam inspiração. Para os curiosos:

Introdução ao mito de Gilgamesh
Tabuletas traduzidas (em inglês)
Tabuletas traduzidas (Orkut)

Espero que tenha gostado, até a próxima!

A Pedra Encantada de Brisingamen

Um autor desconhecido e um livro com um título no mínimo curioso. Quem conhece a mitologia nórdica dificilmente deixaria escapar um livro envolvendo a pedra brisingamen; e foi o que ocorreu comigo. Alan Garner, autor do livro, é um escritor britânico de fantasia muito aclamado pelo público infantil, apesar de não gostar de ser conhecido simplesmente por "um escritor infantil", já que seus livros tem um conteúdo um tanto sombrio. Seus livros quase sempre são ambientados nos locais onde passou a infância, como Alderley e a planície de Cheshire (locais de grande importância no livro em questão). Sua bibliografia inclui além d'A Pedra Encantada de Brisingamen, A Lua de Gomrath, A Maldição da Coruja, Elidor, entre outros; apesar destes serem os únicos traduzidos. Philip Pullman, criador da trilogia Fronteiras do Universo, é um grande admirador de Garner, e garante que A Pedra Encantada de Brinsigamen é um "clássico da literatura infantil".

Após o misterioso prefácio, a trama se desenrola com os irmãos Colin e Susan, que vão passar um tempo na casa da ex-governanta de sua mãe. O local, isolado dos centros urbanos, tem um toque de serenidade, mas coisas estranhas começam a acontecer, como uma estranha mulher que insistiu loucamente em dar uma carona aos dois, mesmo sabendo que estavam perto de casa. A curiosidade das crianças é mais forte que a lendas acerca das misteriosas cavernas (e principalmente a sobre o "Mago"), assim elas não perdem tempo e decidem vasculhar cada fenda nos morros gritando Abracadabra. Nessa expedição infelizmente elas topam com estranhas criaturas descarnadas e sombrias que começam a perseguí-las. O azar acaba apenas quando Colin e Susan são salvos pelo tão grandioso "Mago", que por fim os levam para as profundas cavernas de Fundindélfia.

Essa estranha caverna guarda em seu coração cento e quarenta valorosos guerreiros, que adormecidos esperam pela batalha que se erguerá durante a volta de Nastrond, o grande espírito das trevas. Para que os guerreiros possam resistir ao tempo, um grande encantamento, tão poderoso que nada pode quebrá-lo, foi selado no coração de uma pedra, nomeada Fogofrio. Porém Cadellin, o "Mago", a perdeu, tudo graças a avareza de um fazendeiro. Colin e Susan, aflitos e ansiosos com a história, tomam para si a missão de encontrar e resgatar a pedra, mas para isso precisarão de muita coragem.

O tom usado no desenrolar da narrativa tende a deixar a trama parecendo previsível, mas só lendo até o fim para ficar surpreso e descobrir que o livro apresenta apenas um décimo do que poderia ser a história, dando um fim com um gostinho de "quero mais". Fiquei muito feliz ao descobrir que esse "quero mais" se encontra na sequência A Lua de Gomrath.

Para quem deseja muita aventura a base de fugas mirabolantes e anões desbravadores, A Pedra Encantada de Brisingamen é um prato cheio. Leitores de Crônicas de Nárnia adorarão, amantes de O Senhor dos Anéis talvez farão apenas comparações, mas o que vale é a criatividade da narração, por isso livro mais do que recomendado. Para quem deseja um pouco mais sobre:

Site com tudo sobre Alan Garner (não é oficial e está em inglês)

Até a próxima meus caros!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Halflings

Halflings (ou eternizado pelo autor J. R. R. Tolkien como hobbit) são humanóides de estatura não superior a 90 centímetros e com pés terrivelmente peludos que podem ser considerados tão antigos quanto os homens. A palavra halfling vem do inglês half of something e foi usada justamente por hobbit ser um termo protegido por direitos autorais (há quem diga os criadores de Dungeons & Dragons). Dizem que os halflings são meio-homens e meio-elfos, outros afirmam que são uma outra evolução do Homo Sapiens, alguns ainda acreditam que essas criaturinhas são híbridas de anões, homens e elfos, mas nada é certo de onde vieram tais seres (isso era até um mistério para os leitores de Tormenta, já que eles supostamente vieram de um “portal místico”).

Por não serem muito fortes e não terem habilidades com a magia, os halflings não são facilmente encontrados em grupos de aventureiros; na verdade detestam qualquer coisa que possa tirá-los do sossego. Preferem ficar com sua vida farta a se arriscarem em troco de nada; os poucos que tem coragem (ou são obrigados) a participar de alguma jornada, logo se tornam ladinos, já que é a única função plausível e na qual eles têm facilidade (um forte esteriótipo criado para essa raça). Essa visão acerca dos halflings foi bem difundida entre os RPGistas e escritores, já que foi desse modo que Bilbo, Frodo, Sam, entre tantos outros hobbits, foram apresentados ao mundo em O Hobbit e O Senhor dos Anéis, livros que possuem o maior conteúdo sobre essa raça.

Com um senso de humor simples (lembrando o dos anões) e uma certa ligação com a natureza e as artes, os halflings são considerados seres extremamente sociáveis, podendo conviver com elfos, anões e até goblins (que os consideram irmãos de "trabalho"), mas a maioria ainda prefere manter certa distância, já que geralmente se sentem intimidados por outros seres "grandes". Suas maiores paixões são o conforto e uma boa terra lavrada, por isso preferem se instalar em regiões campestres, bem organizadas e cultiváveis, passando longe dos centros urbanos. Para o cultivo utilizam ferramentas antigas, já que não são simpatizantes de máquinas mais complicadas que um moinho de água.

Os halflings possuem um aspecto mais simpático do que bonito: bochechas vermelhas, bocas prontas para rir, olhos brilhantes e cabelos encaracolados. São criaturas muito festivas, que adoram músicas e se vestem com cores vivas. Uma curiosidade é que jamais usam sapatos, já que seus pés possuem uma sola mais resistente que a dos homens e é protegida por uma espessa camada de pêlos, e outra é que, pasmem, chegam a fazer cinco refeições por dia!

Um famoso hábito dos halflings, que tornou O Senhor dos Anéis famoso entre os hippies dos anos 70, é o fumo. Através de cachimbos, eles tomaram a queima de ervas como uma arte, chamando-as simplesmente de erva-de-fumo (nada mais do uma variação de nicotina).

Hoje em dia os halflings são conhecidos por todos, estando presentes em jogos online, diversos livros, como também em manuais de RPG. Para quem deseja aprofundar sobre essa raça, basta saber que os halflings tem origem no folclore britânico, de um personagem meio-homem chamado Hanner Dyn. Na Internet não há nada sobre ele, mas nada que uma biblioteca não resolva (basta verificar livros de mitologia anglo-saxã).

Até a próxima!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Dama de Shallot

Finalmente consegui mais um conto para colocar aqui no Falando de Fantasia; isso devido a criação de uma comunidade de escritores de fantasia e ficção de científica que visa unicamente a crítica e avaliação de contos, poesias, livros e textos fantasiosos em geral. O conto de hoje vai alegrar bastante os fãs do Rei Artur, já que trata de uma das personagens da história, e a todos que gostaram do estilo de narração da Ana Cristina, autora do texto. Infelizmente eu não posso reproduzir o conto no meu blog, já que as regras do Hyperfan (site onde o conto está hospedado) não permitem a publicação dos textos lá contidos em outros sites, assim deixo então apenas o link para que vocês possam ler direto do Hyperfan.

A Dama de Shallot - Ana Cristina

Espero que apreciem a leitura e a transposição melancólico do texto, algo bem diferente do que você escritor sobre Rei Artur por aí. Até mais!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Tempo para Escrever

"Eu gosto de escrever, mas não tenho tempo!". Se eu recebesse um dólar para cada vez que escuto esta desculpa, seria uma mulher rica. Ninguém tem tempo para escrever. Escrever bem requer sacrifício, dedicação, trabalho duro e prática. Infelizmente prática requer tempo.

Meu sonho tem sido sempre o de escrever em período integral, mas por causa de um simples detalhe, este sonho está longe. Eu não tenho tempo livre e arranjar tempo para me dedicar à escrita é uma luta. Escrever durante o dia é quase impossível. Eu trabalho em período integral em programação de computadores e gasto muito do meu dia lidando com o tédio do escritório. No meio de chamadas telefônicas, papéis e problema com computadores meu impulso criativo desaparece.

Quase sempre eu chego em casa à noite, cansada, frustrada e geralmente tensa. A última coisa que eu desejo fazer é sentar em frente de um computador por umas horas a mais. Além disto, eu terei que ludibriar meu filho para ele jantar e convencê-lo que tomar banho é divertido. E estas são apenas duas das principais tarefas. Quando eu realizo isto, estou ainda cheia do trabalho e gasto o meu tempo jogando ou lendo histórias para o meu filho para relaxar. Quando ele vai finalmente dormir eu geralmente estou exausta, mas ainda quero escrever. Então, eu me vejo com duas opções: ou levanto umas horas antes na manhã seguinte, ou luto contra a exaustão e fico acordada. Desde que, há muito tempo atrás, fiz uma promessa de não assistir
o sol nascer, eu fico acordada e dedico o tempo entre as 10 horas da noite até uma hora da madrugada para escrever.

Durante estas horas eu desligo a TV, escuto música instrumental e, quando estou realmente séria, desligo a Internet. Deixar de navegar enquanto escrevo é difícil, mas se eu quero realmente atingir meus objetivos, tenho que fazer.

Quando eu dedico este período de tempo para escrever, eu também decido escrever todos os dias. Minha meta diária é de 1000 palavras (creio que mais ou menos duas páginas destas). Às vezes eu faço mais e outras vezes eu tenho sorte de atingir este número. Escrevo quando estou cansada ou doente. Escrevo quando estou sem inspiração e quando o mundo a minha volta esta caindo em pedaços. Com cada palavra eu mantenho o sonho de escrever em período integral brilhando na minha frente. Ele está encarnado em um cartão na minha mesa de trabalho que diz: "Mantenha a fé, mantenha a esperança viva". Não permito que eu mesmo arranje desculpas, porque se eu fizer, terminarei pegando um livro ou navegando na Internet, e minhas histórias ficarão esperando.

Eu ranjo os dentes toda a vez que ouço as palavras "Eu não tenho tempo para escrever". Especialmente quando eu vejo que as pessoas enviam infindáveis mensagens e gastam horas e horas em Chats. Quando ouço estas palavras eu gostaria de responder: "Você não tem tempo para escrever, mas eu acho tempo para escrever. E se eu posso achar tempo, qualquer um pode". Escrever todo dia pode não ser possível, especialmente para estudantes, mas assumir o compromisso de escrever 2 ou 3 dias por semana por uma hora por dia é uma possibilidade.

Eu seria capaz de apostar que há uma hora livre em cada dia. Desistindo de assistir aquele noticiário noturno (quem precisa deles?), ou aquele seriado, ou ainda aquela novela; liberamos uma hora. Sacrificando uma hora de sono liberamos uma hora. Existem 24 horas em um dia e eu estou certo que cada uma delas é usada para o trabalho, família ou outras responsabilidades. Não escrever porque não há tempo não é uma desculpa, é um modo claramente disfarçado de dizer "Eu não quero escrever!".

- Vicky McElfresh (tradução de Claudiney Martins para Fábrica dos Sonhos)

Achei interessante colocar este texto aqui, justamente pela temática: o enorme número de pessoas que deixam de escrever por acharem que não tem tempo para tal. Muitos escritores se imaginam nessas palavras; escrever tem se tornado um hábito difícil de manter, difícil a ponto de exigir certos sacríficios pessoais para evitar a morte de um grande sonho, que no caso é publicar um livro. Que fique esse texto apenas como uma mensagem para aqueles que já publicaram, os que lutam para escrever e aqueles sonhadores, que um dia irão de colocar suas idéias no papel.

sábado, 3 de novembro de 2007

Artefatos Mágicos

Espadas, adagas, lanças, arcos, esferas de rubi, capacetes, escudos e até um pedaço de pedra; tudo pode se transformar em um artefato místico, mesmo este não tendo poder algum. Armas mágicas, misteriosas e poderosas são ítens indispensáveis para quase todo livro de fantasia, como por exemplo O Senhor dos Anéis, cuja história gira em torno d'O Anel, e A Bússola de Ouro, onde a bússola consegue prever o futuro e guiar Lyra. A história do mundo também trouxe variantes de artefatos lendários muito interessantes, como a lança que perfurou Jesus e o Graal, famoso para os adoradores de Rei Arthur.

Nessa postagem trago à vocês uma lista bem sintetizada com alguns dos mais famosos ítens míticos que foram coletados de diversas lendas e histórias mitológicas. Devo ressaltar que são elementos que podem enriquecer uma narrativa fantástica e inspirar a criação de diversos outros objetos majestosos. Ou vocês acham que existiria o maior épico de Tolkien sem a lenda do anel Nibelungo?

Artefatos Mágicos - Parte 1

Acho que não está faltando mais nada. A Parte 2 da lista será mais divertida, pois colocarei artefatos mais contemporâneos, como a capa do Spawn, as esferas de Holy Avenger, a Zar'roc de Eragon e alguns ítens que fizeram a história dos jogos da linha Zelda. Portanto, até a próxima!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tengu

Ao contrário do que imaginava, o blog Falando de Fantasia está começando a crescer. Através do Google Analytics pude ver quantas exibições são feitas por dia e para meu espanto não são modestas. Até então criei a comunidade no Orkut, a fim de organizar alguns debates, mas agora, além disso, começarei a criar banners, com o intuito de divulgar o blog em outros sites experientes. Hoje, a pedido de um amigo meu, vou falar de uma criatura bizarra que saiu do folclore japonês, o Tengu!

Os Tengu (nome que significa cães celestiais) são criaturas sobrenaturais originárias do folclore japonês, possuindo traços budistas e xintoístas. Eles são bem conhecidos também como youkais (monstros-espíritos) e como shinto kami (espíritos e/ou deuses reverenciados). Eram tratados comos os protetores das montanhas e das florestas, embora fossem encaradas como demônios perturbadores diante o Budismo. No começo os tengu eram retratados como seres humanóides, com características de aves de rapina e grandes guerreiros das artes marciais, contudo isso mudou com o decorrer do tempo; seu bico deu lugar ao enorme nariz (que tem uma forte conotação cômica e sexual).

Acreditava-se que os tengu possuiam vários poderes sobrenaturais, entre eles a capacidade de mudar de forma, ventriloquismo, teletransporte e a habilidade singular de penetrar no sonho dos mortais. O tengu um guerreiro que busca causar desordem, castigando sacerdotes budistas que incorrem no pecado do orgulho, autoridades que usam seu poder ou sabedoria para adquirir fama e samurais que se tornavam arrogantes. Algumas fontes diziam que pessoas que apresentavam esse tipo de mau comportamento se tornavam tengu ao reencarnar. Os tengu antipatizam com aqueles que contrariam as leis do Dharma.

A termo "tengu" foi retirado do folclore chinês, de um monstro em forma de cão chamado tiângou, cuja aparência lembrava a de um cometa. O 23º capítulo do livro Nihon Shoki, escrito em 720, é tido como a primeira aparição do tengu na cultura japonesa. Nele conta que uma estrela cadente aparece e é identificada por um sacerdote budista como um "cão celestial". Agora é difícil dizer como um "cão celestial" pode se tornar um homem com traços de ave de rapina. Alguns estudiosos apoiam a teoria de que a imagem do tengu tenha sido baseada na da entidade hindu Garuda. As lendas sobre o Tengu eram particularmente fortes nos arredores do Monte Kurama, onde acreditava-se que ficava a morada do grisalho Sojobo, o rei dos tengu.

Existem lendas que misturam a ficção com a história verídica, é o caso do general Minamoto no Yoshitsune, que supostamente foi um dos alunos do rei dos tengu e com ele teria aprendido habilidades mágicas de esgrima. Outras ainda descrevem encontros entre tengu e o daimyo Kobayakawa Takakage, que teria conversado com um outro rei dos tengu ao pé do Monte Hiko. O papel do tengu mudou drasticamente com o passar das dinastias. Ele já foi tido como o demônio da raiva, possuidor de mulheres, fantasmas da arrogância, sequestrador de crianças e até protetor de crianças perdidas (!).

É fato que é uma das criaturas mais curiosas do folclore nipônico. Para quem deseja saber mais, há um artigo mais do que completo no Wikipédia (em inglês, é claro). Até a próxima, logo postarei alguns banners por aqui.