
A criação do mapa, é claro, dependerá do gosto do autor e o estilo do livro de fantasia que está sendo criado. Dependendo de como for a história, o universo e a mensagem que o escritor deseja transmitir, o uso dos mapas será desnecessário. Utilizo como exemplo dois grandes livros de Michel Ende, A História Sem Fim e Momo e o Senhor do Tempo, ambos riquíssimos em fantasia e vivacidade, cujo universos dispensam qualquer utilização de mapas, pois podem ser imaginados como bem o leitor desejar.
Se sua história contém elementos socio-políticos, geografia como ponto decisivo de uma batalha, jornadas que penetram em um mundo sombrio e vasto, o uso do mapas é de imediato uma grande ajuda; tanto para o leitor se localizar melhor, como para o próprio autor não se perder. É agora que deparamos com um pequeno problema, não são todos que nasceram com o dom de desenhar, muitos menos desenhar um mapa que se assemelhe a antigos modelos medievais, para esse caso existem duas saídas cabíveis: ou utilizar o Photoshop, Corel Draw ou outro programa semelhante, ou contratar um desenhista. A menos que você seja um escritor profissional ou tenha um amigo que desenhe maravilhas, a segunda opção se torna um tanto complicada. Para quem optar pela primeira saída, o site Santharia possui um tutorial completo (em inglês) sobre como fazer mapas, mas é necessário o uso do Photoshop (créditos ao Claudio Villa da Escritores de Fantasia).
Aconselho também uma pequena noção de Geografia, caso o mapa tenha funções mais realistas, e uma consulta a mapas medievais europeus, para que possam ser usados como modelos. Para quem já tem um mapa e quer visualizá-lo em três dimensões basta baixar esse programa desenvolvido por Lucas Maziero, integrante comunidade Escritores de Fantasia, neste site.
Se eu conseguir algum resultado com meus mapas, posto a imagem aqui. Por enquanto é só, até a próxima!